clica pra aumentarFonte da Saudade – Lagoa - RJ
A feijoada não é obrigatória, teremos outros petiscos.
Peço aos amigos que, por favor, confirmem por causa das reservas.
TROFÉU COCÔ-MOLE
Aldir Blanc
O Troféu Cocô Mole da semana vai ser colado na testa de Celso Arroth, ex-tétrico do Complexo de Januário (não tem santo lá), autor da frase:
– O Vasco é um clube único. Muito treinador já teria sido mandado embora. Aqui me sinto tranqüilo.
Pela frase acima, vê-se que Arroth, além de técnico medíocre, é um homem desinformado. Será que ele não sabe as circunstâncias estúpidas da dispensa de Renato Gaúcho, do desrespeito com que foram chutados pra fora do clube jogadores exemplares como Juninho Pernambucano, Carlos Germano e tantos outros? No momento em que escrevo, um neto me informa que o “treinador interino” é o jogador Rolário, aquele cujas festas só empatam em assiduidade com as lesões causadas pelas próprias festas. Rolário declarou que poderá se auto-escalar contra o América. Mais vexame à vista.
Parabéns pelo Troféu Cocô Mole na testa!
Enquanto isso, Eu-Rico, o Piranda, prossegue em sua obra magna: a destruição completa dos últimos vestígios de honra no Vasco da Gama. Com a sede histórica penhorada e mutretas que vão até o deposito de parte da venda de um jogador em paraíso fiscal, o Maquiavel ao Zé do Pipo, com o time caindo pelas tabelas, baba na gravata de expectativa: irá o Vasco, graças à estupidez de sua administração e contratações, despencar para a Segundona? E, pra variar, perdeu de novo para o Flamengo, time do qual só ganha da boca (imensa) pra fora. Já que usamos a palavra fora, vamos reaproveitá-la num contexto essencial:
FORA, EU-RICO! DEIXE O VASCO EM PAZ!
MAIS VELHINHOS BIRITEIROS
Desde que os amigos Jaguar e Fausto Wolff ficaram impossibilitados de beber por ordens médicas e me pediram para honrar seus múltiplos compromissos etílicos, tenho me esforçado para fazer jus a esse trabalho. Eu, um vira-latas da Zona Norte, vertendo underbergues e steinhagers, que não são a minha praia, jogando no ataque por um Jaguar e um Lobo... Devo confessar que, de uma semana para cá, não os representei com o senso de profissionalismo que a nobre tarefa exige. Eu vinha entrando no quarto de muletas (joelhos com síndrome de Torres Gêmeas) e vi no chão, tarde demais, “A Vontade de Poder” de Nitzsche. O cirurgião que me operou em 1991 havia feito a advertência:
- Coisas largadas no chão, uma folha de jornal, livros, uma peça de lego, tudo isso pode ser mortal!
Bom, a muleta deslizou no Nietzsche (tá aí uma expressão bacaninha: hei, cara, tu tá deslizando no Nietzsche, tipo “escorregou na maionese”) e levei um tombo digno de um trapezista - sem redes. Agora, só chamo o tal livro de “Vontade não é Poder”. Fiquei uns dias sem biritar, tomando remédios mais destrutivos que a cervejinha e, não mais que de repente, li uma frase extraordinária do Jaguar, solta no meio do texto “Lucro Líquido”, que nem terrorista larga mala com bomba em saguão de aeroporto: “dias intermináveis”. É a pura verdade e dói mais que o retrato de Itabira na parede do Poeta. Pensei em meus dois companheiros de infortúnio, ergui-me do leito e tomei, pela ordem, uma pilsen Therezópolis Gold, uma Original, e uma belga Stella Artois . Pouquinha coisa, mas não é que o danado do dia passou mais rápido?
***Disney War
Leio que os norte-americanos montaram um parque temático semelhante ao, pasmem, Iraque, logo na Louisiana, onde cabra pasta Cheetos. Gastaram uma nota preta. Que desperdício! Bastava o Bushetta no poder usar a cidade destruída pelo furacão Katrina, Nova Orleans, que ficou – a parte mais pobre e negra – dias sem socorro, com cadáveres boiando pelas ruas, graças à omissão do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de lá. Parece que Nova Orleans chegou a ser cogitada mas um tecnocrata objetou:
- O clima do Iraque é mais seco.
Bobagem. As ruas de Nova Orleans estão encharcadas de sangue.
***A floresta de Bialowieza Puszcza
Economia de “mercado”, “liberdade” de comércio, neo-liberalismo, tudo somado é igual a caos. Lendo “O Mundo sem nós”, de A. Weisman, descubro que a floresta acima resistiu a séculos de domínio polonês, à Primeira Guerra Mundial, à invasão soviética, à caça predatória e destruição de madeiras nobres, promovidas por nazistas loucos de fome e frio, etc. Só não resistiu à democratização da Polônia, cujas otoridades, depois de restaurados os “livres” isso e aquilo, começam a destruí-la. O argumento é digno de um José Sarney: “Estamos cortando a madeira para restabelecer o caráter original das árvores”. A Polônia está ferrada. Seus políticos mentem mais que Réu-nan Ca(n)galheiros, o que não é brincadeira. Enquanto isso, Vargas Llosa escreveu um artigo precioso denunciando o regime “autoritário e racista da Rússia de Putin”. A grande contribuição da queda dos soviéticos foi o afluxo de estrelas para o cinema pornô norte-americano. Se considerarmos que Baby Bush criou cárceres secretos na Polônia e na Romênia para melhor torturar e matar, não estamos tão distantes assim da Cortina de Ferro. Quando a coisa piorar, Bush Mouse corre pro bunker (Bunker... onde foi que eu li essa palavra antes? Ah, que memória a minha! Foi o esconderijo final de Adolf Hiltler).
***Edufardo Azedinho
Pois é, senadô Azeredo, é possível que os que se esforçam para dar uma cara verde e amarela ao Canal Brasil lhe pareçam desinteressantes – mas também não estamos metidos com a caixa 2 de campanha do “publicitário” Marco Valério. Uma sensível diferença entre nós e Vossa Excrescência, não acha? Por isso, nós do Canal Brasil, nos sentimos honrados com sua defecção (não confundir com defecar. Isso o senadô já faz no mandato). Há momentos, na vida pública brasileira, em que são preferíveis os Bob Jeffersons e os Réu-nans. Pelo menos não bancam o santinho do oco (não acredito que farsantes desse calibre tenham pau).
Aldir Blanc

Leva, meu samba, meu mensageiro, esse recado...
O Sena-Sênior ACM, vulgo Malvadeza, me acusou de ser “um elemento lulista infiltrado” no JB. E concluiu seu arrazoado (?) me chamando de canalha.
Senadô-Skindô, por mais que eu viva nenhum elogio me trará orgulho maior do que ser chamado de canalha por V. Excrescência. Quem lê minha coluna sabe que o pau canta à direita, à esquerda e, claro, no centro, com igual prodigalidade. Espero que a grande famiglia pefelista já tenha providenciado junta médica competente para lubrificar os parafusos do Cacicão. A julgar pelas suas mais recentes declarações, as encrencagens, desculpem, engrenagens, estão precisando de uma lubrificada urgente: ginkgo biloba, piracetan, talvez um viagrinha... O senador, craque em prestidigitação, mais uma vez misturou as bolas: combatividade é muito diferente de baba paranóica escorrendo gravata parlamentável abaixo.
A ojeriza é mútua. Estou farto de maquiavelhos de fraldão deitando regras. Toda essa mixórdia envolvendo valeriodutos, mensaleiros, sanguessugas e saúvas, começa com políticos da sua estirpe. O mecanismo é manjado. Se as denúncias favorecerem meu partido, palmas, vamos apurar. Agora, se a canoa virar, o denunciante passa a bandido e fim de papo, vai ser preciso buscar a propina em outro guichê. A máscara-de-pau que descrevo acima é suprapartidária. Os que não a exibem são as exceções que confirmam as regras vigentes. Quando as regras rompem os diques e escorrem periferia abaixo, não há Lembo Pétala-Macia que evite derramamento de sangue - na maioria dos casos, inocente. Mas o meu negócio não é discurso, é galhofa. Já que falei em bolas misturadas... Dizem que um velho político pefelista, preocupado com as más performances nos palanques, procurou um médico, antigo cupincha de castelo e carteado.
- Tô com um problema, num sabe? Bem na... plataforma de lançamento.
- Hein?
- Pois é. Gases. Uma coisa impressionante. Além das explosões e dos odores, tem hora que chego a levitar. Uma assessora já foi arremessada contra meu contador de caixa 2. Estão hospitalizados. Isso não pode continuar.
O amigo explicou que aquela não era a especialidade dele, mas que pensaria no assunto, conversaria com colegas renomados, faria até pesquisa na internet.
No comício seguinte, o esculápio apareceu com um vidro misterioso, sem rótulo, e entregou ao político:
- É pra...
Mas o tumulto, o puxa-saquismo, os vivas, a euforia bem remunerada impediram a necessária e urgente troca de informações. Cerca de meia hora depois, o SSJE (Secretário para Superfaturamento Junto a Empreiteiras) agarrou o ilustre médico pelo paletó.
- Corre que o Chefe tá pegando fogo nas... nas partes baixas.
- O quê?!?
O socorrista encontrou o parlamentável feito um bebê, sem calças, com uma brutal reação alérgica na proa da região pélvica.
- Mas... Eu mandei você beber a poção e você esfregou nos...
- No calor da luta política, eu confundi peido público com pêlo púbico.
Aldir Blanc

Diz, olhando no meu olho, que nunca mais pensou,
Que nunca se perguntou como seria,
Que nunca quis saber o que havia entre eu e outro cara.
Diz, sem baixar a cabeça, que nunca mais lembrou
do beijo, que nunca se perguntou se poderia,
que nunca se flagrou delirando uma cilada ou desculpa esfarrapada.
Diz, olhando bem no fundo dos meus olhos,
Que nunca se moveu por tanto amor,
Que nunca se arrependeu do que abandonou...
Diz, com a cara lavada que eu nunca fui nada
Nem disso nem parecido, diz de uma só tacada
Que nunca quis saber se eu ainda tremeria
Ou choraria ou me desmancharia como antes!
Diz que me esqueceu completamente
E que só eu, que sou doente,
Fico rendendo esse discurso deprimente.
Diz que nunca lembrou de toda a minha entrega ao me comparar com ela
ou outra frívola qualquer.
Diz e jura que isso é tudo mentira, delírio de mulher maluca,
Que já não sobrou nada, nem fuga de pensamento.
Mas faça tal juramento sobre a tua própria carne: diz e jura.
E eu hei de cortar fora o pedaço que me cabe pelo falso testemunho.
Um merecido tormento para o maior mentiroso do mundo
E que eu faço questão de apagar, (mal)feito rascunho.


Listen Baby...
Ain't no mountain high
Ain't no valley low
Ain't no river wide enough baby
If you need me call me
no matter where you are
no matter how far (don't worry baby)
just call my name
I'll be there in a hurry
you don't have to worry
'Cause baby there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you babe
Remember the day
I set you free
I told you
you could always count on me darling
From that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
some way somehow
'Cause baby there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you babe
Oh no darling (no wind, no rain)
All winter's cold can't stop me baby
(if you're ever in trouble
I'll be there on the double
just sing for me)
ooo baby
My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart
If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
just as fast as I can
