sexta-feira, 26 de maio de 2006

::: sem parar: Ain't No Mountain High Enough


Marvin Gaye


Listen Baby...

Ain't no mountain high
Ain't no valley low
Ain't no river wide enough baby

If you need me call me
no matter where you are
no matter how far (don't worry baby)
just call my name
I'll be there in a hurry
you don't have to worry

'Cause baby there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you babe

Remember the day
I set you free
I told you
you could always count on me darling
From that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
some way somehow

'Cause baby there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you babe

Oh no darling (no wind, no rain)
All winter's cold can't stop me baby
(if you're ever in trouble
I'll be there on the double
just sing for me)
ooo baby

My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart

If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
just as fast as I can

terça-feira, 23 de maio de 2006

Boas Novas

SOBRAS REPLETAS (clica pra saber!)


É ou não é uma ótima notícia?
De alegrar o coração!!
Tem uma provinha chiquérrima, só o Chico Buarque só, aqui. :)

E pra continuar comemorando, tem Antonieta:

ANTONIETA NA GAFIEIRA (clica pra ouvir!)

Maurício Tapajós, Paulo Emílio e Aldir Blanc

Antonieta no boogie ou no tango,
no mambo-jambo ou chá-chá-chá.
É frevo, é choro, é no fox-trote,
no xote, baião, lundu, no maracatu
nas habaneras, boleros, no roquinrôu,
batuque, coco, hino, ê-baburiba, soul,
maxixe, polca, quadrilha, forró
- pra ela tanto faz a influência do jazz, rapaz...

Antonieta é do sambalelê,
das folias de Reis, de afoxés.
Antonieta é do boi de mamão,
da maruja, dos ticumbis e dos pastoris,
da capoeira, cambinda, bumba-meu-boi,
do fado, vira, fandango, do caboclim...

- Se javier com um quente,
ai meu Deus, não há cugat que aguente!
(também assim já é demais, Antonieta)


Ô ansiedade, modêussss...

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Bobagens irresistíveis

Leia as instruções da Dieta do Gordo e divirta-se:

REGRAS BÁSICAS:

1. Se você come e ninguém vê, a comida não tem calorias.
Sem provas não há crime.

2. Se você tomar um refrigerante diet junto com uma barra de chocolate, as calorias da barra de chocolate são canceladas pelo refrigerante.

3. Se você comer de olhos vendados, pode engordar o quanto quiser que nunca vai ter um enfarte: o que os olhos não vêem o coração não sente.

4. Ande só com gente gorda e procure engordar todo mundo a sua volta, você parecerá mais magro.

5. Comida de cinema, como pipoca, supra-sumo, jujuba e MMs, não é considerado como comida e vai pra categoria cultura.

6. Biscoito quebrado tem menos caloria, pode comer à vontade.

7. Quando você lambe uma colher de doce, as calorias não podem ser contadas, porque por justiça, elas pertencem ao prato e não à você.

8. Comida gelada, como sorvete, não pode ser considerada calórica, porque caloria é medida de calor e sorvete nunca é quente.

9. É um mito que verdura emagrece. Elefante é herbívoro.

10. Não fique chateado se você passar a vida gordo.
Você terá toda a eternidade pra ser só osso!

Então, frase do dia: NÃO FAÇA MAIS DIETA!!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!

Você tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Poema do dia ::: Da série "Gato e Rato: pra você vir me visitar"


Eu minto...
Martha Medeiros
eu minto, confesso
me faço de boba, verdade
escondo a idade, me calo,
me sinto tão mal, um inferno
represento um papel, principal
sou mesmo uma atriz, infeliz
quem diz que eu não quero, eu consigo
viver por um triz, enlouqueço
te esqueço e te mato, te amo
atrás de um muro, qualquer
outro dia amanheço, de novo
e falo bobagens, pudera
não sou tão sensata, avisei
sem nada de mais, me despeço

Poesia Reunida, L&PM Editores, 1999 - Porto Alegre, Brasil

sábado, 6 de maio de 2006

Do outro lado da rua


Trilha: Melodia em lá menor – Tom Jobim e Astor Piazzolla (clica!)



Duas pequenas linhas se encontram com outras duas maiores e formam na calçada o desenho de um pássaro sem asas. Idéia besta, pássaro sem asa. Por que não ver borboleta, pavão, flor? Todo mundo sempre vê coisa bonita em rabisco e ela só via coisa engraçada. Pássaro sem asa devia ser galinha. Idéia besta. Mania de olhar pro chão, para as rachaduras do chão, para o craquelê do piso, reparar no desajuste harmonioso da rua de paralelepípedo e nos matinhos que crescem entre uma pedra e outra. Nuvem também. Adivinhar desenho de nuvem, ficar perdida no reflexo que a luz inclinada do outono deixa nas nuvens, brancas, cheias, cinzas, nuvens desenhadas, amarelas de sol. A desfolha das árvores cobre a calçada. E o pensamento, livre como só os devaneios permitem, passeia em pequenezas. No outono, os pensamentos amiúdam.

Uma rajada de vento, uma criança gritando, duas rajadas de tiro, a consciência retorna para o real, ainda não além da ponta dos sapatos, ensaiando retomar a caminhada. E ela o vê. Do outro lado da rua, um desconhecido vem andando na calçada.

Primeiro o ar adensa... e depois falta. Sente os braços pesados, os pulmões sumiram. O mundo pára, o tempo suspende e depois entra em slow motion. Ele vem na direção contrária, a passos firmes, com olhar preso num ponto à frente, como um objetivo. Alto, galhardo, de uma beleza estranha – que não é assim assombrosa, mas doída e pura como uma hegeliana certeza. Que a atingiu em cheio.

Ela, com dez anos, no pedalinho da Lagoa Rodrigo de Freitas, petrificada de medo de cair na água, mas com o olhar fixo no submerso cheio de peixinhos, sereias e tritões, convidando pra pular. Era ele.

Pisca os olhos uma vez, devagar, tentando respirar um pouquinho. Ele ainda caminha e consulta as horas no relógio de pulso. As mãos, de homem. O antebraço, de homem. O colarinho da camisa, o pescoço, a curva da mandíbula, o presumível perfume. A boca, igual, igual a daquele estranho que aparecia em seus sonhos: agachado ao lado da cama, passava as mãos nos cabelos dela e tocava suavemente a boca em sua testa dizendo “dorme, eu estou aqui; dorme, espera que eu estou chegando”.

Ela com treze anos na colônia de férias fingindo não achar um par de meias, matando o tempo, evitando ir até o refeitório com medo de ser rejeitada, excluída, pressagiando os maiores ridículos. Era ele.

Pisca mais uma vez e o coração se acelera com a falta de ar. Ele vira lentamente a cabeça e... olha pra ela! Não, na direção dela. Não, através dela. Não, não, apenas ao redor...

Ela na faculdade diante da folha de prova em branco, a folha, as respostas, branco, temendo o resto da sua vida em branco, cada resposta, cada décimo traçando à revelia o seu caminho imanentemente. Era ele...

Pisca agora lágrima. O desconhecido já vai de costas, o mesmo passo firme, constante, sua altivez, levando embora os sonhos, os delírios de menina, heróis de novela e vilões de contos de fada, Narizinho no Reino das Águas Claras, desvelo.

Súbito, ele estanca. Respira fundo com alguma resignação e olha pra trás. Observa a moça atônita na calçada oposta, intrigado. Move o olhar para as nuvens douradas, para o chão, de volta para a moça e, com certo afago, sorri um entendimento mágico. Ele então abaixa a cabeça, fita um ponto perdido no meio da rua e se desvira, seguindo adiante, com o mesmo passo firme, constante, decidido.

A moça ficou em suspenso ainda alguns minutos, entre atônita e perplexa, tentando entender o que havia acabado de acontecer. Quando finalmente conseguiu reconduzir-se, reparou que na calçada as linhas rachadas formavam a silhueta de uma mulher nua.

Tantos momentos preparatórios desses pouco mais de trinta segundos, e ela ainda assim não estava pronta pra vê-lo, perdê-lo e ter que seguir com a certeza de não tê-lo jamais. E, ainda assim, nada seria o mesmo novamente.

Comentários

Perdi todos. Adeus.
Antigamente (?!) o Blogger tinha um sistema de comentários terrível. Aí eu coloquei outro. Mas descobri que nesse novo eles venciam, e depois de um tempo, sumiam!
De malcriação, voltei pro sistema original. Vou tentar recuperá-los depois e colar de volta... Ou não.
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