sexta-feira, 13 de maio de 2005


Convite Show Luisa Saboia. CLICA!

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Tá na Barca de Caronte!!!


Pomodorino
Avenida Epitácio Pessoa, 1104 Lagoa - Zona Sul - 3813-2622

A casa tipicamente italiana que abriga o restaurante Pomodorino ganha um brilho especial por estar em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cenários mais belos do Rio. Mas só beleza não põe mesa. E foi com esse espírito que nasceu, no final de 2004, o Pomodorino. Cada detalhe foi pensado: a divisão dos salões, a decoração dos ambientes, a escolha dos utensílios, o clima aconchegante da varanda e, obviamente, a elaboração do cardápio.Pomodorino, em italiano, significa "tomatinho". Os tomates cereja, utilizados à vontade, serviram de inspiração para um cardápio leve e colorido, elaborado por Ana Lúcia Aleixo, que traz boa experiência dos restaurantes Artigiano e Fiorino. Saladas, grelhados e massas regados ao azeite extra-virgem são combinados a muitas ervas, berinjelas, abobrinhas, cogumelos, pimentões, tomates cereja, tudo isso preparado de acordo com os moldes de uma boa cozinha artesanal. Aliás, o artesanal está em toda parte do menu: os pães do couvert (focaccia, grissini e pão francês molhados em azeites temperados) são todos feitos a mão na própria cozinha do Pomodorino e suas fornadas saem de hora em hora. As massas são cortadas uma a uma em utensílios próprios.Para a entrada, a salada verde com camarões crocantes, bacalhau e tomates cereja (R$ 17,90), ou salada verde com figos secos e queijo de cabra ao gergelim (R$ 15,30) são os destaques iniciais. Na hora do prato principal é possível escolher entre massas, risotos, carnes e peixes. Pappardelle com berinjela, abobrinha, pimentão vermelho e cogumelos grelhados (R$ 23,90); medalhões de filé mignon com tomates secos, alcachofras, guarnecido com bavettine (R$ 31,50); salmão grelhado em crosta de gergelim branco e preto com salada verde (R$ 30,60); e risoto com funghi porcini e shiitake ao azeite de trufas brancas (R$ 29,80) são os mais pedidos. Para a sobremesa, torta quente de chocolate com sorvete de chocolate branco e amêndoas, que demora doze minutos para ser servida.
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sábado, 7 de maio de 2005

DULCINÉA

(Mitch Leigh e Jacques Brel)

Je te savais déjà
Je savais ton prénom, ton aura, ton éclat, ta lumière
Je te savais toujours
Je savais de toujours que ce jour me mènerait jusqu'à toi

Dulcinéa, Dulcinéa,
Perle d'or sur champ d'amour, toi Dulcinéa,
Même mort, je jure, je jure ne brûler que de toi,
Dulcinéa, Dulcinéa

Oh non, ne t'en va pas
Laisse-moi contempler du regard l'ombre chère de tes pas
Oh non, ne t'en va pas
Tu n'es plus une image, un mirage, un nuage, tu es là

Dulcinéa, Dulcinéa
Laisse-moi servir ta gloire, ma Dulcinéa
Par ma voix, pour toujours, ton nom entrera dans l'histoire
Dulcinéa, Dulcinéa

Dulcinéa, Dulcinéa
Perte d'or sur champ d'amour, toi Dulcinéa
Même mort, je jure, je jure ne brûler que de toi,
Dulcinéa, Dulcinéa

Dulcinéa, Dulcinéa,
Laisse-moi servir ta gloire, ma Dulcinéa
Par ma voix, pour toujours, ton nom entrera dans l'histoire
Dulcinéa, Dulcinéa.

terça-feira, 3 de maio de 2005

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Dezoito horas de soluço

O Jornalista escreve (sic) para uma publicação semanal. Tem um orgulho danado. A maioria dos seus conhecidos de faculdade não está trabalhando em veículo nenhum ou estão montando uma empresa de assessoria ou estão desmontando uma empresa de assessoria. A maioria dos seus colegas de trabalho não tem metade das qualificações (sic) que o Jornalista tem. Cursos no exterior. Pós-graduação. Inglês avançado. Francês. Italiano macarrônico e espanhol etimológico. Implante de cabelo. Jaquetas de porcelana. Mantém uma rotina de trabalho rigorosa: acorda às oito, toma seu café da manhã: cereais, frutas e complementos vitamínicos. Lê (sic) os seis maiores jornais em circulação do país, sobe na esteira elétrica em frente à tv – ligada no canal de notícias, claro – pega o telefone e começa a peregrinação das fontes (sic). O Jornalista tem muitas fontes. Da ABI, passando pela Câmara dos Deputados e pelos barraqueiros da praia em frente a seu apartamento recém-comprado, o Jornalista tem muitas fontes.

Antes das onze, o Jornalista já fez e recebeu 34 telefonemas, 8 faxes, caminhou uma hora, correu mais trinta minutos, está exausto. Um informante se recusa a abrir o bico e ele tem certeza de que a pista é quente. É preciso conseguir a informação. Liga pra um deputado, mas a fonte não tem rabo preso com o partido. Então será preciso inventar, ops, esquentar (sic) a notícia. Vida estressante essa, o Jornalista ainda vai acabar com gastrite. Pra relaxar, dois pesos de cinco quilos, exercícios de tríceps junto com mais cinco ligações, marcando com os amigos um programinha pra noite, o quinto da semana e ainda é terça-feira.

O Jornalista é casado (sic). Dizem que a mulher é prima, engravidou de um investidor podre de rico, extremamente bem relacionado, que tem laços com um ex-presidente. Ninguém consegue provar (sic) nada. O Jornalista tem muitas fontes.

Depois do almoço é hora de começar a escrever (sic). A estagiária-secretária-revisora chega pontualmente às catorze horas todos os dias. Os dois então recolhem toda a informação despejada na caixa de correio eletrônico, juntam com os telefonemas, aí ele decide quais os nomes não podem ser revelados ainda, escolhe de quem vão falar mal dessa vez e ela, do alto de seus recém-completos dezenove anos redige (sic) tudo, revisa e encaminha pro editor. Está pronta mais uma obra-prima do polemismo nacional. Não fosse o detalhe de, apesar de vaidoso, ter medo de câmera, a gente podia jurar que o Jornalista trabalha (sic) naquela tal revista de maior circulação do país. Segundas e quintas, quando a Mulher do Jornalista faz aula particular de pintura com um artista jovem de muito futuro (sic), a Estagiária fica até mais tarde (sic).

Pontualmente às duas da manhã, o Jornalista toma dois uísques, um Pantoprazol, um Rivotril, se enfia no pijama de flanela, abre seu novo volume do Paulo Coelho e vai dormir sonhando com o dia em que vai estar por cima do William Bonner. Ou não necessariamente nessa ordem. Sic!
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