domingo, 2 de maio de 2010

DEFENSORIA

Não acorde o que não viu dormir.
Não lamente o que não viu sangrar.
Não ressinta o que jamais restou,
não me peça um pouco mais do que acabou...

Não ajunte os sentimentos maus,
Não desminta o bem que me negou.
Esqueça de outro verso do passado,
Ponha a culpa de lado,
Apague o que passou.

Cerre os dentes, em silêncio,
Engula a raiva
De me ver acalentada
Noutro amor sem ser o teu.

Foi pouco, foi por pouco,
Quase nada.
E agora, acostumada, sigo a estrada.
Mas já sei
O castigo, o pior,
O mais antigo:
No couro em que nascer, o asno há de morrer.

São cores, são dores,
Do amor que não me deu.
São flores, amores
Que jamais terás nos braços meus.

3 comentários:

Áurea Alves disse...

belos versos, cadê a música? Much love beijos

B. disse...

Estamos providenciando uma demo para breve.

Bjs!

Alexandre Florez disse...

AHÁ CÁ ESTÁ NA ÍNTEGRA, UMA LINDA LETRA (POESIA)... VIM CONFERIR. BJINGS.

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