domingo, 19 de outubro de 2008

Mãos de homem

Pro Ike. =]

Ele tinha mãos de homem.
Mãos que seguram a moça na escada não porque ela precisa, mas porque não quer soltá-la.
Mãos que não deixam a moça cair, não porque ela é frágil, mas porque ele pode.
Mãos que estalam desejos na ponta dos dedos, em fagulhas de arrepios.

Ele tinha pulso de homem.
Pulso de quem agarra uma oportunidade pelos cabelos e não deixa passar.
Pulso de quem agarra um desafio pelos cabelos e não deixa de enfrentar.
Pulso de quem agarra a moça pelos cabelos e não a deixa nem querer escapar.

Ele tinha cheiro de homem.
Cheiro de coragem, de ternura, gradação de império.
O olfato imprimindo a ferro os passos para a memória,
e Ele... com cheiro de dádiva, de loucura, de impropério.

Ele tinha gosto de homem.
Um gosto de brisa, de devoção, quase punitivo.
De um homem assim não há partida,
se quer ser viva, luzir... e se tem motivo.

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